Arquivo da categoria: Saúde

Vamos avaliar a ERGONOMIA?

Em anos de carreira, podemos observar que muitos profissionais possuem a sua saúde dissuadida devido as más condições nas quais são submetidos. Em determinadas atividades, as corporações não possuem um olhar à esse assunto pois entendem que a saúde não está sendo afetada, por exemplo os profissionais alocados em escritórios. Muitos empresários também não desejam voltar o seu olhar devido a questão de altos custos que terão que dispor. Porém a percepção de pequenos detalhes podem fazer toda a diferença.

Neste post vamos trazer um check-list na qual irá orientar em alguns detalhes importantes como adequar um ambiente de trabalho tratando da ergonomia e se resguardando das fiscalizações. Mas, o fator mais importante é o fato de adaptar o ambiente ao bem estar do colaborador, sem afetá-lo no decorrer do tempo.

Antes de darmos início, é importante salientar a importância da orientação. Todos os seus colaboradores devem ser orientados em relação a como utilizar de maneira correta os mobiliários fornecidos. Importante também orientar da importância da realização de pausas periódicos para utilizar o banheiro, ingerir água, descanso livre, etc. O trabalho de orientação pode ser realizado com embasamento na NR 17 – Ergonomia.

Segue abaixo o check-list para avaliação das condições ergonômicas em postos de trabalho e ambientes nas quais são informatizados.

Autor: Hudson Couto

Para cada item avaliado, deve ser pontuado se a exigência está sendo cumprida ou não. E após cada bloco, analisasse qual a condição ergonômica da empresa. Para cada item, deve ser sinalizado o cumprimento com o número 1 (um) e o não cumprimento com o número 0 (zero).

Após encontrar o percentual de SIM e NÃO para cada avaliação, deve ser analisado o enquadramento nos indicadores abaixo:

Se:

91 a 100% dos pontos – condição ergonômica excelente

71 a 90% dos pontos – boa condição ergonômica

51 a 70% dos pontos – condição ergonômica razoável

31 a 50% dos pontos – condição ergonômica ruim

menos que 31% dos pontos – condição ergonômica péssima

Avaliação da Cadeira

 

Itens

Não

Sim

1

Cadeira estofada – com espessura e maciez adequadas?    

2

Tecido da cadeira permite transpiração?    

3

Altura regulável e acionamento fácil do mecanismo de regulagem?    

4

A altura máxima da cadeira é compatível com pessoas mais altas ou com pessoas baixas usando-a no nível mais elevado?    

5

Largura da cadeira confortável?    

6

Assento na horizontal ou discreta inclinação para trás?    

7

Assento de forma plana?    

8

Borda anterior do assento arredondada?    

9

Apoio dorsal com regulagem da inclinação?    

10

Apoio dorsal fornece um suporte firme?    

11

Forma do apoio acompanhando as curvaturas normais da coluna?    

12

Regulagem da altura do apoio dorsal: existe e é de fácil utilização?    

13

Espaço para acomodação das nádegas?    

14

Giratória?    

15

Rodízios não muito duros nem muito leves?    

16

Os braços da cadeira são de altura regulável e a regulagem é fácil?    

17

Os braços da cadeira prejudicam a aproximação do trabalhador até seu posto de trabalho?    

18

A cadeira tem algum outro mecanismo de conforto e que seja facilmente utilizável?    

19

Por amostragem, percebe-se que os mecanismos de regulagem de altura, de inclinação e da altura do apoio dorsal estão funcionando bem?    
Soma dos Pontos:    
Percentual:    
Interpretação:  

Avaliação da mesa de trabalho

 

Itens

Não

Sim

1

É o tipo de móvel mais adequado para a função que é exercida? *

   

2

Dimensões apropriadas considerando os diversos tipos de trabalho realizados? (espaço suficiente para escrita, leitura, consulta a documentos segundo a necessidade?)    

3

Altura apropriada?    

4

Permite a regulagem de altura para pessoas muito altas ou muito baixas?    

5

Borda anterior arredondada?    

6

Material não reflexivo? Cor adequada, para não refletir?    

7

Espaço para as pernas suficientemente alto, largo e profundo? (não considerar se houver suporte do teclado – ver avaliação específica, adiante)    

8

Facilidade para a pessoa entrar e sair no posto de trabalho? (não considerar se houver suporte do teclado – ver avaliação específica, adiante)    

9

Permite o posicionamento do monitor de vídeo mais para frente ou mais para trás e esse ajuste pode ser feito facilmente?    

10

A mesa tem algum espaço para que o trabalhador guarde algum objeto pessoal (bolsa, pasta ou outro?)    

11

Os fios ficam organizados adequadamente, não interferindo na área de trabalho?    

12

A mesa de trabalho tem algum outro mecanismo de conforto e que seja facilmente utilizável? **    
Soma dos Pontos:    
Percentual:    
Interpretação:  

* Por exemplo – quando há interlocutor frequentemente, espaço para que ele se coloque de frente ao trabalhador e espaço para suas pernas; quando envolve trabalho de consulta frequente a livros e manuais, espaço ou local para esses elementos; quando envolve consulta a plantas e projetos, espaço suficiente para abri-los; espaço suficiente para pacotes no caso de despacho, etc…

 ** Inclinação, no caso de projetistas; condição propícia especial para digitação de mapas em geologia.

 Avaliação do Teclado

 

Itens

Não

Sim

1 É macio?    
2 As teclas tem dimensões corretas?    
3 As teclas têm forma côncava, permitindo o encaixe do dedo?    
4 Tem mecanismo de inclinação?    
Soma dos Pontos:    
Percentual:    
Interpretação:  

Avaliação do Monitor de Vídeo

 

Itens

Não

Sim

1

Está localizado na frente do trabalhador?    

2

Sua altura está adequada?    

3

Há mecanismos de regulagem de altura disponível e este ajuste pode ser feito facilmente?    

4

Pode ser inclinado e este ajuste pode ser feito facilmente?    

5

Tem controle de brilho ou de iluminação da tela?    

6

Há tremores na tela?    

7

A imagem permanece claramente definida em luminância máxima?    

8

É fosco?    
Soma dos Pontos:    
Percentual:    
Interpretação:  

Avaliação do Gabinete e CPU

 

Itens

Não

Sim

1

Toma espaço excessivo no posto de trabalho?    

2

Transmite calor radiante para o corpo do trabalhador?    

3

Gera nível excessivo de ruído?    
Soma dos Pontos:    
Percentual:    
Interpretação:  

Avaliação da Interação e do Leiaute

 

Itens

Não

Sim

1

Está o trabalhador na posição correta em relação ao tipo de função e ao leiaute da sala?    

2

Há uma área mínima de 6 metros quadrados por pessoa?    

3

O local de trabalho permite boa concentração?    

4

Quando necessário ligar algum equipamento elétrico, as tomadas estão em altura de 75 cm?    

5

Quando necessário usar algum dispositivo complementar, o acesso aos respectivos pontos de conexão no corpo do computador é fácil?    

6

Há algum fator que leve à necessidade de se trabalhar em contração estática do tronco?    

7

No caso de necessidade de consultar o terminal enquanto atende ao telefone, um equipamento tipo headset está sempre disponível? Em número suficiente?    

8

Há interferências que prejudicam o posicionamento do corpo – por exemplo, estabilizadores, caixas de lixo, caixas e outros materiais debaixo da mesa? CPUs?    

9

O sistema de trabalho permite que o usuário alterne sua postura de modo a ficar de pé ocasionalmente?    

10

O clima é adequado (temperatura efetiva entre 20ºC e 23ºC)?    

11

O nível sonoro é apropriado (menor que 65 dBA)?    
Soma dos Pontos:    
Percentual:    
Interpretação:  

Avaliação do Sistema de Trabalho

 

Itens

Não

Sim

1

Caso o trabalhador envolva uso somente de computador, existe pausa bem estabelecida de 10 minutos a cada 50 minutos trabalhados?    

2

No caso de digitação, o número médio de toques é maior que 8.000 por hora? Ou no caso de ser maior que 8.000 por hora, há pausas de compensação bem definidas?    

3

Há pausa de 10 minutos a cada duas horas trabalhadas? Ou verifica-se a possibilidade real de as pessoas terem um tempo de descanso de aproximadamente 10 minutos a cada duas horas trabalhadas?    

4

O software utilizado funciona bem?    
Soma dos Pontos:    
Percentual:    
Interpretação:  

Avaliação da Iluminação do Ambiente

 

Itens

Não

Sim

1

Iluminação entre 450 – 550 lux?    

2

Para pessoas com mais de 45 anos está disponível iluminação suplementar?    

3

A visão do trabalhador está livre de reflexos? (ver tela, teclados, mesa, papéis, etc.)?    

4

Estão todas as fontes de deslumbramento fora do campo de visão do operador?    

5

Estão os postos de trabalho posicionados de lado para as janelas?    

6

Caso contrário, as janelas têm persianas e cortinas?    

7

O brilho do piso é baixo?    

8

A legibilidade do documento é satisfatória?    
Soma dos Pontos:    
Percentual:    
Interpretação:  

E então, vamos investir na saúde dos empregados? Com pequenos ajustes há possibilidade de fornecermos mais qualidade de vida para os colaboradores e consequentemente maiores resultados.

Rafael Ribeirodpzasso@gmail.com

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Estagiários, podem ficar doentes?

Como temos lidado com o trabalho dos estagiários na organização? Está havendo corretamente o cumprimento de todos os requisitos para um bom estágio? As atividades desenvolvidas pelo estagiário são compatíveis com as atividades que tem aprendido na sua capacitação teórica (instituição de ensino)?

Os estagiários atualmente possuem uma “fama” dos famosos: “pegue um café para mim, por favor?”. Porém, os mesmos possuem uma legislação própria, isto é, totalmente voltada para resguardar os seus direitos. Estamos falando da lei nº 11.788 de 25 de setembro de 2008. E objetivo é realmente desenvolver esses jovens para encarar o mercado de trabalho com mais preparo.

Neste post, vamos destacar um assunto bem discutido e tratado de forma adversa nas organizações: quando um estagiário se afasta por motivo de saúde, como tratar na folha de pagamento? E se for acima de 15 dias, como deve ser o entendimento? Vamos juntos trabalharmos sobre esses assuntos.

No artigo 14 da lei 11.788/2008 trata o seguinte assunto: “Aplica-se ao estagiário a legislação relacionada à saúde e segurança no trabalho, sendo sua implementação de responsabilidade da parte concedente do estágio.” Basicamente, conduz a responsabilidade à empresa de administrar a implantação deste assunto. Portanto, há uma clara previsão que a entidade concedente do estágio, deverá permitir que o estagiário se afaste por licença médica apresentando o seu atestado médico pelo tempo necessário. Mas, uma dúvida que surge: deverá haver remuneração deste período afastado? Não há uma previsão clara que o pagamento da licença médica (como bolsa auxílio) deverá ser efetuado, ficando o mesmo a critério da empresa.

E caso o estagiário se afaste por um período maior que 15 dias?

Atualmente, aos empregados (CLT), que contribuam ao INSS, são beneficiados com o auxílio doença. Porém, e os estagiários?

Um outro aspecto muito interessante que a lei traz, é o artigo 12 § 2º: “Poderá o educando inscrever-se e contribuir como segurado facultativo do Regime Geral de Previdência Social.”

Com isso, ao inscrever-se no INSS, caso necessite de afastamentos superiores a 15 (quinze) dias, os estagiários poderão ser encaminhados à perícia médica e se for considerado “inapto” para as atividades, poderá perceber o auxílio-doença previdenciário. Lembrando que a contribuição é facultativa.

Resumindo o post:

Quando um estagiário apresentar um atestado médico para a empresa na qual está concedendo o estágio, ficará sobre análise da mesma os seguintes pontos:

  1. pagar ou não a bolsa auxílio nos primeiros 15 dias (licença médica). Lembrando do que é tratado no art. 14 da Lei nº 11.788/08.
  2. interessante as empresas orientarem os seus estagiários da possibilidade de contribuírem ao INSS. Desta forma, caso necessitem de licença médica por um período superior a 15 dias, serem devidamente assistidos.

Como sua organização tem tratado deste assunto? Participe, deixe o seu comentário agregando valor ao post.

Rafael Ribeiro – dpzasso@gmail.com

NOVIDADES FAP 2018 – Disponível para Consulta

O Fator Acidentário de Prevenção de 2018, será divulgado amanhã (30) nos sites oficiais da Previdência Social (www.previdencia.gov.br) e Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br).

Mas antes, para entender um pouco mais sobre o assunto FAP, acesse o post FAP – Fator Acidentário de Prevenção e fique por dentro de todos os detalhes importantes deste cálculo que podem trazer vantagens ou desvantagens no recolhimento tributário.

A Secretária da Previdência do Ministério da Fazenda realizou um levantamento, na qual indicou que 91% dos estabelecimentos empresariais brasileiros estão na faixa bônus do Fator Acidentário de Prevenção (FAP). Ou seja, tiveram o índice FAP 2017, com vigência em 2018, menor que um (<1).

Isto é resultado de um maior investimento em segurança relacionado aos acidentes e doenças ocupacionais. Pois, caso não haja registro de nenhum caso de acidente de trabalho, o estabelecimento pagará a metade da alíquota do Seguro Acidente de Trabalho (SAT).

Agora que há um entendimento sobre o que se trata este fator, vamos à alguns pontos importantes para 2018:

1 – Caso a empresa discorde dos cálculos realizados e desejam contestar, o prazo para entrar com recurso administrativamente é até 30.11.2017. Através dos formulários eletrônicos fornecidos nos sites: www.previdencia.gov.br e www.receita.fazenda.gov.br.

2 – Uma das mudanças para 2018, foi a exclusão dos cálculos dos acidentes de trabalho sem concessão de benefícios (afastamentos de até 15 dias). E a exclusão dos acidentes de trajeto.

3 – Outra mudança foi referente a regra de desempate das empresas por Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). Antes, o critério de desempate considerava a posição média das posições empatadas. Agora é considerada a posição inicial do empate, sem alterar o número total de estabelecimentos com o cálculo válido.

Dúvidas e/ou mais informações, estamos à disposição.

Fonte base: www.previdencia.gov.br

Rafael Ribeirodpzasso@gmail.com

AS MULTAS NO eSOCIAL

Você possui conhecimento de quais multas poderão ser aplicadas na falta de algumas informações ao governo? Essas multas hoje, já existem. Porém, com a presença do eSocial, as empresas estarão muito mais expostas à fiscalização. Pois, todos os dados serão entregues de forma automatizadas e conectadas em todos os órgãos governamentais. Com certeza estará muito mais transparente para que o fisco possa identificar ilegalidades nas organizações. Fiquem atentos!

Falta de Registro do colaborador: R$ 402,53 a R$ 805,06 por empregado. Dobrada por reincidência.

Cadastro Desatualizado: R$ 201,27 a R$ 402,54 por empregado. Alterações contratuais de trabalho ou até mesmo a não informação dos dados dos empregados.

Falta de Exames Médicos: R$ 402,53 a R$ 4.025,33. Exames médicos admissional, periódico, retorno ao trabalho, mudança de função e demissional.

Omissão nos dados sobre Acidente de Trabalho: Varia entre o limite mínimo e o limite máximo do salário de contribuição. Caso reincidente, o valor é dobrado. O mesmo atualmente para o não envio da CAT.

Falta do Perfil Profissiográfico Previdenciário: R$ 1.812,87 a R$ 181.284,63. Determinado de acordo com a gravidade da situação. Falta de informações ao empregado dos riscos na qual o mesmo corre na organização nos fatores: químicos, biológicos ou físicos. Ou agentes insalubres.

Omissão de dados envolvendo o Afastamento Temporário: R$ 1.812,87 a R$ 181.284,63. São eles: afastamentos por auxílio doença, maternidade, férias, entre outros.

Ajustem as rotinas de seus departamentos, afim de evitar complicações nos envios dessas informações. Tudo que é bem planejado, não sai com um alto custo.

Rafael Ribeiro – dpzasso@gmail.com

 

 

Fisioterapia do Trabalho

Complementando a postagem sobre Ginástica Laboral publicada nesta semana, solicitamos a um fisioterapeuta que abordassem mais sobre o assunto relacionado a Fisioterapia do Trabalho. Segue abaixo o resultado excepcional que foi desenvolvido nessa postagem.

Para manter a qualidade do trabalho, é preciso que o trabalhador esteja com a saúde em dia. É essa a função da fisioterapia do trabalho: prevenir, resgatar e manter a saúde do trabalhador. Para isso, aspectos como biomecânica, ergonomia, atividade física laboral e recuperação de queixas ou desconforto físicos estão entre os elementos trabalhados pelo fisioterapeuta. Para evitar tais desconfortos dentro e fora do trabalho e proporcionar um maior desempenho e produtividade, além, é claro, do bem-estar, o fisioterapeuta deve avaliar, prevenir e tratar as lesões ocasionadas pelas atividades exercidas durante as horas de trabalho. Essa análise deve conter não apenas o profissional, mas tudo que envolve o seu ambiente de trabalho.

Na ergonomia, por exemplo, o fisioterapeuta tem a função de detectar os movimentos realizados pelo trabalhador durante suas horas de atividade, distinguindo de maneira clara as exigências do trabalho e as dificuldades que o trabalhador enfrenta. Assim, unindo à ergonomia a cinesiologia e a fisiologia, o fisioterapeuta atua de forma significativa nos meios de produção do profissional e promovendo sua saúde. Hoje, o fisioterapeuta do trabalho também é responsável pela por desenvolver programas que previnem acidentes, além de prestar consultoria e realizar a readaptação do funcionário afastado que retorna ao trabalho. Durante a prevenção, é função dos fisioterapeutas incentivar os empregados a adquirir novos hábitos de vida e adquirir uma consciência corporal, gerando um bem estar físico e emocional no ambiente de trabalho. Durante a fisioterapia preventiva também é possível reduzir as chances do aparecimento da LER/DORT.

As atribuições do Fisioterapeuta do Trabalho são:

  • Prevenir desconforto ou queixas músculo-esqueléticas nas atividades laborais; – Estudar a ergonometria do trabalho, junto à equipe de saúde e segurança do trabalho;
  • Promover palestras de conscientização, capacitação e treinamento preventivo de doenças ocupacionais;
  • Realizar orientações posturais e ergonômicas aos trabalhadores (dentro e fora do ambiente de trabalho e durante a execução de suas atividades ocupacionais;
  • Avaliar a postura e analisar a biomecânica das tarefas nos postos de trabalho, promovendo a adequação do posto e das posturas para um melhor desempenho;
  • Desenvolver programas de ginástica laboral;
  • Realizar o tratamento das patologias ou das queixas músculo-esqueléticas, dentro ou fora da empresa.
  • Promover ações terapêuticas preventivas às instalações de processos que levam a incapacidade funcional do trabalho.
  • Analisar os fatores ambientais, contributivos ao conhecimento de distúrbios funcionais laborais.
  • Desenvolver programas coletivos, que contribuem para a diminuição dos riscos de acidente de trabalho.

Dr. Flávio Vieira Marton
Fisioterapeuta

Especialista em Terapia Manual e Reabilitação Funcional
Pós Graduado em Ergonomia e Saúde do Trabalhador

Fisio x Reabilitação Funcional
FisioSaúde – Fisioterapia e Pilates

Você gostou da matéria? Tem alguma dúvida ou gostaria de compartilhar mais informações a respeito do assunto? Comente e fique a vontade agregando valor ao blog.

Ginástica Laboral

Pensando de maneira mais específica, a maioria das organizações não inserem a prática da ginástica laboral sob responsabilidade do Departamento Pessoal e algumas organizações nem incentivam tal prática. Porém, a equipe do DPZasso, analisando de uma forma mais macro, irá expor a vocês, caros leitores, os benefícios que está rotina trará ao desenvolvimento dos colaboradores e consequentemente aos resultados da sua empresa. E como o Departamento Pessoal é afetado com a inclusão desta atividade. Mas, temos conhecimento que qualquer implantação deve ocorrer de forma estratégica, analisando de forma global os impactos que resultarão.

No Departamento Pessoal, possuímos uma área voltada com o foco na saúde do trabalhador. A segurança e medicina do trabalho faz a gestão dos acidentes, afastamentos, auxílio doença previdenciários, exames ocupacionais e etc. E cada ocorrência citada, caso não haja uma boa administração, trará uma elevação no custo da folha de pagamento. Um dos custos você encontra na nossa matéria FAP – Fator Acidentário de Prevenção. E como realizar uma boa gestão das doenças por estresse, doenças causadas por má postura ou até mesmo por falta de movimentação no dia a dia? Uma das respostas, podemos encontrar na aplicação da ginástica laboral. E sempre lembrando, que há necessidade de avaliar o cenário que a empresa encontra-se, analisar culturalmente os aspectos que regem essa organização, analisar a questão orçamentária envolvida no planejamento estratégico, antes de aplicar essa atividade. Segue abaixo as dicas retiradas de um site voltado para saúde.

Ginástica Laboral, por DICAS PARA PERDER PESO

Após horas de trabalho você se queixa de dores nas costas, nos braços, ombros? Quer tornar seu dia mais produtivo ao longo de sua jornada de trabalho? Já ouviu falar sobre Ginastica Laboral? Segue algumas dicas que você pode realizar na sua empresa e aumentar seu auto-estima. 

Ginástica Laboral

Os benefícios da ginástica laboral são inúmeros, tanto para os empregados quanto para os empregadores.

No âmbito fisiológico, ela promove mais disposição e bem estar, previne doenças funcionais como as LER (Lesões por Esforços Repetitivos) e os DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho), melhora a postura corporal, a flexibilidade, a resistência e a coordenação e diminui inflamações, traumas, tensões musculares e os esforços nas execuções de tarefas cotidianas.

fator psicológico dos funcionários também agradece, já que ela promove a mudança da rotina no serviço, desenvolve a consciência corporal, combate as tensões emocionais, melhora a concentração no trabalho e aumenta a auto-estima de cada um. Além do mais, mostra a preocupação da empresa com os seus empregados, o que a torna mais humana.

Exercícios

Se você trabalha sentado em frente ao computador o dia inteiro, antes, durante e ao final do trabalho, faça os seguintes exercícios para evitar problemas nas mãos, nos braços, nas costas e nas pernas:

  1. Em pé em frente à mesa, apoie as mãos com os dedos voltados para si mantendo os braços retos. Fique nessa posição por 30 segundos para esticar os antebraços.
  2. Estique os braços para a frente. Deixe a mão direita com os dedos para cima e, com a outra mão, faça força contra si para trazer os dedos para a frente.  Esse exercício funciona também para alongar os antebraços e deve ser feito com 30 segundos com cada braço.
  3. Agora, o exercício é feito na parte localizada do pescoço para acabar com a tensão: sente-se com a coluna reta. Coloque a mão direita na orelha esquerda, passando o braço por cima. Puxe a cabeça para o lado direito e mantenha essa posição por 30 segundos. Repita para o outro lado.
  4. Para alongar todo o corpo, permanecendo com as costas eretas. Cruze os dedos das mãos na sua frente. Levante os braços, levando as palmas das mãos para cima, fazendo força. Permaneça assim por 30 segundos e sentirá um grande alívio.
  5. Fique em pé com as costas encostadas na parede. Levante uma das pernas, formando um ângulo de 90º com o joelho. Coloque as mãos sob o joelho e puxe-o para cima, sentindo toda a perna se alongar.
  6. Esse exercício deve ser feito em duplas. Portanto, escolha o seu colega de serviço e mãos à obra. Fiquem um de costas para o outro e dêem as mãos. Cada um deve levar o corpo para a frente, a fim de alongar as costas.

Fonte: http://www.dicasparaperderpeso.com.br/ginastica-laboral/

E você? O que acha sobre a Ginástica Laboral? Já participou de alguma sessão dentro da empresa que trabalha? É profissional de Departamento Pessoal? O que você acha desta prática na organização? Deixe seu comentário agregando valor a matéria ou suas dúvidas para discutirmos sobre o assunto.

Marisa Guirau Inácio – dpzasso@gmail.com